sábado, 23 de junho de 2012


Mão robótica tem tato superior ao humano

Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/06/2012
Mão robótica tem tato superior ao humano
A mão robótica identifica os objetos apalpando-os. Ela já conseguiu identificar 117 materiais diferentes, de tecidos e papel a frutas e produtos em lata.[Imagem: SynTouch]
Sensação robótica
A mão robótica com o melhor sentido de tato já fabricado até hoje.
Assim é o protótipo construído por engenheiros da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
O sucesso deve-se a um dedo robótico projetado inteiramente pensando na capacidade de "sentir" os objetos tocados. E em um software capaz de processar essas "sensações".
São três tipos de sensores incorporados no dedo como um todo, o que permitiu fugir do padrão tradicional de detecção, geralmente baseado em sensores do tipo liga-desliga.
Sensores sem fios
Tudo começa na pele artificial do dedo robótico, uma membrana flexível dotada de rugosidades similares às digitais humanas, aumentando muito sua capacidade de detecção de vibrações.
Como a pele robótica reveste uma camada líquida, ela vibra de forma muito precisa para cada superfície tocada. Um hidrofone, instalado dentro da estrutura que faz as vezes do osso, capta essas vibrações.
O dedo humano também usa as vibrações para identificar texturas - mas o dedo robótico é mais sensível.
Juntamente com isso, um termistor que se espalha ao longo de todo o dedo permite a detecção de temperaturas, também com uma precisão extremamente elevada, em toda a extensão do dedo, e não apenas em um ponto específico.
Finalmente, sensores de impedância, também ao longo de todo o dedo, permitem capturar a força exercida, fornecendo ao programa de controle um feedback que permite controlar as diferentes pressões necessárias para pegar uma bola de bilhar ou um ovo, por exemplo.
E essa mão robótica tem sua própria elegância, ainda que interna: todo o hardware dos dedos individuais é estruturado sem a necessidade de complexas fiações, simplificando o projeto e tornando-o mais robusto.
Mão robótica tem tato superior ao humano
Cada dedo robótico foi projetado desde o início pensando na sensação do tato. [Imagem: SynTouch]
Exploração bayesiana
Mas nenhuma elegância de hardware é capaz de controlar uma mão robótica a ponto de ela pretender imitar uma mão humana - o objetivo dos pesquisadores é criar próteses robotizadas que sejam difíceis de diferenciar de uma mão biológica.
Para isso, Gerald Loeb e Jeremy Fishel, autores do projeto, criaram um algoritmo capaz de tomar decisões sobre como explorar o mundo externo, aproveitando todas as informações de vibração, força e temperatura.
Quando os seres humanos tentamos identificar um objeto pelo tato, nós utilizamos uma ampla gama de movimentos exploratórios, com base em nossa experiência anterior com objetos semelhantes.
Um famoso teorema, criado pelo matemático Thomas Bayes no século 18, descreve como as decisões são tomadas a partir de informações obtidas durante esses movimentos exploratórios.
Até agora, contudo, ninguém havia descoberto uma maneira de, dado um movimento inicial, decidir qual movimento exploratório deve ser feito a seguir.
Loeb e Fishel descobriram, elaborando um novo teorema para resolver este problema de forma geral - o que eles chamaram de "exploração bayesiana".
Tato robótico
A mão robótica inovadora, controlada pelo algoritmo inovador, conseguiu identificar 117 materiais diferentes, de tecidos e papel a frutas e produtos em lata.
Quando confrontado com um material aleatório, o robô consegue identificá-lo com 95% de precisão, após realizar uma média de cinco movimentos exploratórios.
Ou seja, o robô identifica os objetos apalpando-os.
Ele só fica confuso por pares de texturas muito similares - do tipo que nem mesmo os pesquisadores conseguiam identificar com suas próprias mãos biológicas.
Bibliografia:

Bayesian exploration for intelligent identification of textures
Jeremy A. Fishel, Gerald E. Loeb
Frontiers in Neurorobotics
Vol.: 6:4
DOI: 10.3389/fnbot.2012.00004

sábado, 9 de junho de 2012


Vacina para mal de Parkinson já está em fase de testes

Empresa austríaca quer desenvolver tratamento de imunologia para a doença

05 de junho de 2012 | 11h 02
A Affiris, empresa austríaca de biotecnologia, divulgou nesta terça-feira, 5, um comunicado anunciando os primeiros testes em pacientes de uma vacina para o mal de Parkinson. A iniciativa é um "pioneirismo mundial", destacou a companhia na nota em que revela o estudo clínico, de acordo com a agência de notícias AFP.
A vacina, chamada PDO1A, ataca a proteína alfa-sinucleína, que desempenha uma papel importante no desenvolvimento da doença. A vacina deve "educar o sistema imunológico a gerar anticorpos que combaterão a proteína", explica a empresa. "A vacina oferece pela primeira vez a perspectiva de um tratamento para as causas do mal de Parkinson", e não só seus sintomas, completa a nota.
Segundo os estudo atuias, o mal de Parkinson é causado por depósitos de alfa-sinucleína no cérebro de forma patológica. A eventual redução dessas reservas pode ter efeitos benéficos, que impediriam o desenvolvimento da doença. "É a imunoterapia aplicada ao tratamento de Parkinson", afirmou o diretor-geral da empresa, Walter Schmidt, citado no comunicado.
Os testes clínicos estão em sua primeira etapa, que conta com 32 voluntários. Essa primeira fase vai determinar se a PDO1A é tolerável e segura aos humanos. Cada paciente será submetido a exames durante 12 meses e o estudo vai ser prolongago até o final deste ano, de acordo com Achim Schneebrger, responsável médico do estudo.
Parte do estudo conduzido pela Affiris foi financiada pelo ator americano Michael J. Fox, que sofre de mal de Parkinson.

terça-feira, 8 de maio de 2012


Carro sem motorista do Google recebe licença nos EUA

Atualizado em  8 de maio, 2012 - 08:36 (Brasília) 11:36 GMT
Carro da Google
Veículo sem motorista é o 'carro do futuro', segundo uma autoridade em Nevada
Um carro que não precisa de motorista para ser guiado recebeu autorização do Estado americano de Nevada para ser utilizado nas ruas e estradas locais.
O primeiro modelo a receber a licença é o Toyota Prius, cujo sistema de navegação foi aperfeiçoado pela empresa de internet Google. A Google foi a primeira empresa a receber a licença para uso do carro.
A primeira viagem do automóvel deve acontecer em Las Vegas. A Google vem liderando no setor de tecnologia automotiva sem motoristas, mas outras companhias também estão buscando licenças para que seus veículos cheguem às estradas americanas.
Para orientar a navegação do carro, o veículo traz câmeras no teto, radares e um laser que o ajuda a "ver" pedestres, ciclistas e os demais carros na estrada.

'Carros do futuro'

Os engenheiros da Google já testaram o carro nas ruas da Califórnia, inclusive na famosa ponte Golden Gate, em São Francisco. Nestes testes, o carro esteve sob supervisão de um motorista profissional, que estava pronto para assumir o comando do veículo caso ocorresse qualquer problema.
Segundo o engenheiro Sebastin Thrun, o carro percorreu 255 mil quilômetros nos testes. Apenas um incidente foi registrado: um carro dirigido por uma pessoa bateu de leve no veículo da Toyota e da Google em um sinal.
Para o diretor do Departamento de Veículos Motores do Estado de Nevada, Bruce Breslow, os veículos em teste atualmente são os "carros do futuro".
Por ora, apenas a Google recebeu licença, mas no futuro o governo estadual pretende emitir licenças a motoristas do Estado.
Uma nova legislação que trata do assunto – que entrou em vigor em março deste ano – afirma que o carro sem motoristas precisa ser supervisionado obrigatoriamente por duas pessoas – uma delas seria um motorista para casos de emergência e o outro monitoraria o computador de bordo.
A Califórnia pretende seguir o mesmo caminho.
"A grande maioria dos acidentes ocorre por erro humano", disse Alex Padilla, do Legislativo do Estado da Califórnia. "Com o uso de computadores, sensores e outros sistemas, um veículo autônomo é capaz de analisar o ambiente de direção mais rapidamente e operar o veículo com maior segurança", afirmou.

quinta-feira, 12 de abril de 2012


Hospital de SP recebe autorização para usar primeiro coração artificial totalmente

desenvolvido no Brasil

Dispositivo ajuda a melhorar a saúde de pacientes que aguardam por
transplante
Do R7
coracao artificial dante pazzanese 450x280Divulgação


















O hospital estadual Dante Pazzanese, em São Paulo, acaba de receber autorização para usar em pacientes o primeiro coração artificial totalmente desenvolvido no Brasil, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

As primeiras cirurgias serão feitas em cinco pacientes que vão receber o dispositivo acoplado ao órgão natural. O dispositivo é indicado para doentes que não respondem ao uso de medicamentos e ao controle adequado dos líquidos circulantes do organismo.

O objetivo é melhorar a saúde do doente que está na fila de transplante à espera de um doador compatível, de acordo com Jarbas Dinkhuysen, chefe do setor de transplantes do Dante Pazzanese e investigador principal desta fase do projeto.

Após a cirurgia, os pacientes permanecem internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) durante as duas primeiras semanas de pós-operatório, com posterior transferência para Unidade Semi-Intensiva até que continue com o dispositivo implantado.

A assistência do coração artificial se dará pelo prazo mínimo de 30 dias, pois somente a partir deste período é que se inicia a possibilidade de o coração natural apresentar sinais de melhoras e aumentar a sobrevida do paciente.

O coração artificial não pode ser usado em pacientes com mais de 65 anos de idade ou com peso menor que 40 kg, com episódio de embolia pulmonar no último mês, entubação prolongada (superior a 48 horas), relato de reanimação cardiopulmonar nas últimas 24 horas, sequela neurológica aguda, insuficiência renal aguda ou crônica, com nível de creatinina maior que 2,5 mg/dl e ou de uréia superior a 100 mg/dl, disfunção hepática com bilirrubinas totais maiores que 3 mg/dl e quadro infeccioso ativo ou distúrbios hemorrágicos.

Você sabe que males da saúde os alimentos ajudam a combater?



1 – Comer brócolis ajuda a prevenir que problema de saúde?


sexta-feira, 6 de abril de 2012


Princípio da Enfermagem Sistêmica, da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, de Rosalda Paim

(Do livro "Teoria Sistêmico-Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem" - 2a. Edição - CEL Informática - Editoração - Ano 2000)  
                                    
                               Princípio da Enfermagem Sistêmica
                 
                    A Teoria dos Sistemas Gerais, cuja postulação é a existência de um Universo inter relacionado, constituído pela organização sistêmica dos seres brutos (sistema físico), dos seres vivos (sistema biológico), dos instrumentos (sistema tecnológico) e, das associações humanas (sistema social), corresponde ao alicerce fundamental da Enfermagem Sistêmica.

      Corolário

     - Sistema de Enfermagem – Neste Universo interrelacionado, em que a sociedade, dia a dia, se torna mais estruturada como sistema, o Setor de Enfermagem deve ser designado e estudado sob a formasistêmica (como subsistema do setor de Saúde e sub-subsistema do setor Social).
     A enfermagem constitui um subsistema do sistema industrial terciário (prestação de serviços), cujo produto final é o cuidado de enfermagem.
     O subsistema de enfermagem representa o principal elo entre o homem (família, comunidade, sociedade) e o sistema de saúde.
     O "telos" do sistema de enfermagem coincide com o do paciente (cliente) e com o do sistema de saúde, ou seja, "permitir que os indivíduos de uma sociedade mantenham, durante o maior tempo possível, o mais alto nível de saúde e felicidade, permissível pelo seu potencial genético e condições ambientais".
      Para atingir seu "telos", a enfermagem exerce as ações de enfermagem, que consistem  na transferência de negentropia do enfermeiro para o cliente e/ou ambiente ou .para um e/ou  outro, com o objetivo de diminuir ou eliminar suas condições entrópicas.
     Sistema de enfermagem é o agregado dos serviços de enfermagem integrantes de todas as instituições que prestam serviços e distribuem bens de saúde, na área considerada.
      Entre os aparelhos prestadores de assistência (cuidados) de enfermagem podemos citar os Departamentos, Divisões, Serviços ou Seções de enfermagem dos Ministérios, Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, Hospitais, Centros ou Postos de Saúde, que constituem subsistemas do sistema de saúde.


Todos os direitos reservados aos autores
                                  copyright Ó by Rosalda C.N. Paim

sábado, 24 de março de 2012


Calvície – Tratamento pode reverter queda de cabelo, diz pesquisa


Um estudo realizado pela Universidadeda Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriu uma pista biológica para acalvície  que poderia se transformar em um tratamento que interromperia ou até mesmo faria a reversão do afinamento dos cabelos.
Durante uma análise com homens calvos e ratos de laboratório, os pesquisadoresacabaram descobrindo uma proteína que leva à perda dos cabelos. Os cientistas apontaram que as drogas que seguem esse caminho já estão sendo produzidas.
O estudo em questão teve a sua publicação na revista Science Translational Medicine. A pesquisa poderia resultar na produção de um creme para o tratamento de calvície.
Grande parte dos homens começam as perder os cabelos na meia-idade. A estimativa aponta que até os 70 anos de idade, 80% dos homens sofrem algum tipo de queda de cabelo.
Fatores genéticos, assim como o hormônio sexual masculino testosterona, tem um papel determinante neste processo. Ambos provocam a redução dos folículos capilares, até o momento em que eles se tornem tão pequenos que parecem invisíveis.
O estudo da Universidade da Pensilvânia analisou quais são os genes ativados quando os homens começam a ter a queda de cabelo. Os pesquisadores fizeram a verificação dos níveis de uma proteína-chave com o nome de prostaglandina D sintetase, os quais são elevados nas células dos folículos capilares situados nas áreas calvas do couro cabeludo.
Os testes feitos em camundongos criados para possuírem altos níveis da proteína ficaram totalmente calvos. Cabelos humanos que foram transplantados também pararam o crescimento quando receberam a proteína.
O crescimento dos cabelos teria a sua inibição quando a proteína se liga em um receptor nas células dos folículos capilares. O coordenador do estudo, o dermatologista George Cotsarellis, faz prognósticos sobre a pesquisa:
“O próximo passo será procurar compostos que afetam esse receptor e também descobrir se bloquear esse receptor poderia reverter a calvície ou somente preveni-la. Esta é uma questão que poderá levar um tempo para ser respondida”.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Células-tronco geram neurônios perdidos por Alzheimer


Redação do Diário da Saúde

Implante de neurônios

Cientistas conseguiram pela primeira vez transformar uma célula-tronco embrionária humana em um tipo de neurônio que morre logo no início da doença de Alzheimer.
A morte desse neurônio específico é uma das principais causas da perda de memória associada à doença.
Embora ainda nos primeiros passos da pesquisa, a expectativa dos cientistas é transformar essa descoberta em uma forma de transplantar os novos neurônios para o cérebro das pessoas com Alzheimer.
De início, um suprimento em larga escala desses neurônios humanos permitirá o teste mais rápido de novos fármacos para o tratamento desse e de outros distúrbios neurológicos.

Neurônios leitores da memória

Esses neurônios críticos, chamados neurônios colinérgicos do prosencéfalo basal, ajudam o hipocampo a recuperar as memórias.
No início da progressão do Mal de Alzheimer, os pacientes perdem a capacidade de recuperar as memórias, mas não as memórias propriamente ditas.
Há uma população relativamente pequena desses neurônios no cérebro, e sua perda tem um efeito rápido e devastador sobre a capacidade de lembrar.
Agora que aprenderam como produzir as células, os cientistas poderão estudá-las em uma cultura de tecidos e descobrir uma forma de impedir que morram.
"Esta técnica de produzir os neurônios permite o cultivo em laboratório de um número quase infinito dessas células, permitindo que os cientistas estudem porque essa população de células específica morre na doença de Alzheimer," afirmou Christopher Bissonnette, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.

A disponibilidade dos neurônios também significa que os pesquisadores poderão testar rapidamente milhares de drogas diferentes para ver qual delas pode manter as células vivas. Esta técnica é chamada de teste rápido de rastreio de alto rendimento.

Da pele ao neurônio

Os neurônios recém-produzidos funcionaram exatamente como os originais depois de serem transplantados para o hipocampo de camundongos.
Os neurônios produziram axônios, ou fibras de conexão para o hipocampo, e liberaram acetilcolina, uma substância química necessária para o hipocampo recuperar as memórias de outras partes do cérebro.

O grupo também descobriu uma outra forma de fazer os neurônios. Eles criaram células-tronco embrionárias humanas, chamadas células-tronco pluripotentes induzidas, a partir de células da pele humana e, em seguida, transformaram-nas em neurônios